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NOME: Manuel Bravo Saramago NASCIMENTO: 19/10/1944, Tombos - MG FORMAÇÃO: Bacharel em Direito pela Faculdade Cândido Mendes - Rio de Janeiro/MG - 1971. Mestre em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Belo Horizonte/MG - 2003.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

GRÊMIO e ATLÉTICO – decisão da Copa Brasil – edição 2016 – arena do Grêmio/POA, hoje, quarta-feira, 7/12/2016, 21,45hrs.




O Atlético se despediu da torcida no aeroporto com muita festa e lhe fora passada mensagens de  força e otimismo e não faltou o grito “eu acredito” como mantra de vitória épica.
O Presidente, ao chegar em POA com a delegação, disse que “temos time para ganhar”. E não poderia ser de outra maneira.
Será que temos? Tomara  que a boca do ilustre dirigente seja de um anjo.
A derrota em Belo Horizonte foi expressiva, com muitos “RR”, indiscutível, em que nossa equipe se mostrou desfigurada. Foi acachapante.
Atento à escalação do Grêmio, hoje, verifica-se que o time é muito consistente, bom goleiro, há equilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque. Bons jogadores, entre outros – Marcelo Grohe, Geromel, Maicon, Walace e Luan,  todos nível de seleção e com idade inferior a 30 (trinta) anos, e ainda o veterano  Douglas que reina livremente na criação das jogadas no meio campo.
E o Atlético? Vitor, M/Rocha – sem ritmo –, Fábio Santos , Robinho – ambos com 32 anos – o que pesa, e muito, e Lucas Pratto.
Não é, portanto, o nosso elenco superior como alardeiam. Ele é o mais caro, indubitavelmente. Não confundamos os conceitos de eficiência e custo.
O desnível técnico entre defesa, meio/campo e ataque deu o tom do futebol atleticano em 2016, o que nos levou a um quarto lugar no Nacional,  distante do que esperávamos. Falou-se muito na qualidade do nosso elenco, o que acabou por fazer toda a torcida, mais uma vez, sonhar com o título. Foi justa a classificação do nosso time, mostrou-se tecnicamente inferior aos três primeiros classificados. Não coloquemos a culpa na comissão técnica dispensada. Faltou talento no meio campo e consistência na defesa.

Tenhamos esperança em quase um milagre e torçamos, como sempre.  

Colaboração do Dr. Petrus Naves

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Recomeço

Em 15 de setembro de 2014, aposentei-me e, de imediato, exatamente 20 (vinte) dias após, constatei ser portador de insidiosa doença, cujo tratamento foi longo e terrivelmente sofrido.
Segundo os médicos, o tratamento foi eficaz. Após a cura, por determinação daqueles, voltei a trabalhar, e só poderia ser na advocacia. Estou gostando.
Resolvi reiniciar, também, a atividade de “blog” – “Blog do Saramago”. É bom, principalmente para os velhos e aposentados. Você se sente, pelo menos, útil e, quem sabe, acatado, por número indeterminado de pessoas sem cansar, em silêncio. A linguagem escrita é mais cômoda. Não há discussões, poderá haver polêmica, mas aí é entre os leitores.
Chega-se a uma determinada idade, muitos assuntos tornam-se cansativos, improdutivos.
Pertinente reproduzir aqui o que me disse o inteligente, sensível, perspicaz e eficientíssimo professor de educação física, Carlinhos Neves: não precisa pensar muito para saber onde tudo vai chegar. É o que ocorre com os septuagenários, experientes da vida e medianamente inteligentes.
Não poderia deixar de manifestar a solidariedade do “Blog do Saramago” ao “Associação Chapecoense de Futebol”, cujo time foi dizimado num desastre aéreo, no qual também faleceram diversos jornalistas, dirigentes do clube e membros da tripulação.
O desastre poderá ser visto em ângulos diversos.
Para os religiosos, que creem em algo mais do que a matéria, poderá ser a manifestação de uma Força Superior com o objetivo de unir o mundo, pois o século XXI já, em tenra idade, apresentou-se gravemente doente com as derrubadas das torres gêmeas, em 11/9/2001-N.York; e mais,   o surgimento do Estado Islâmico com sucessivos ataques terroristas, matando centenas de inocentes; a guerra na Síria e a fuga de centenas de milhares de pessoas para Europa, em condições sub-humanas, dentre outros, e, no Brasil, ressalto que a atividade política se embrenhou pelo caminho torpe da corrupção. O rol é enorme e o espaço não seria suficiente para a enumeração de todos os males.
Sopesou-se e chegou-se à conclusão: só um fato poderia unir, sem exceção, todo o mundo - trazer a paz, produzir reflexão na humanidade, ainda que seja passageira, em torno dos sentimentos de solidariedade e amor, por meio do FUTEBOL!
Quis, assim, a Força Superior que um desastre de proporções funestas ocorresse. Ideais desfeitos; inúmeros pequeninos órfãos; famílias desfiguradas com a falta de um dos componentes que se foi; sofrimento, dor, muita lágrima....! 
Todavia, marcas positivas de fundamental importância ficaram: a grandiosidade do significado do  agradecimento do povo chapecoense em todas as línguas faladas no mundo e o verde, além de representar a esperança, passou a significar a cor da reflexão, da cumplicidade, da solidariedade, do amor enfim. E é tudo que a humanidade está precisando nesta quadra de século.
Dentre os acontecimentos marcantes no episódio/Chapecoense que chamaram a atenção do mundo, destacamos:
· a manifestação do povo de Medelin, no estádio e hora, onde e quando seria realizada a partida. Não houve quem não chorasse;
· o silêncio de Liverpool e
· o abraço da mãe do goleiro Danilo, falecido no desastre, no jornalista da “Sport Tv”, se não me engano, Guido Lopes.
 O outro ângulo, o sinistro visto exclusivamente como fato, uma mera relação de causa e efeito, ocorreu num contexto em que se banalizou a vida humana, exclusivamente resultante de prática criminosa, em concurso de pessoas (dois ou mais autores), e concurso de crimes - (concurso material de crimes - várias mortes e vários os atos criminosos). Hediondez, nada mais que isso. 
Paremos por aqui. Esperemos pelas demais consequências do sinistro, que sejam positivas, e que o sacrifício de vidas não seja em vão.


Fiquemos assim, agora com uma reflexão a mais:  Coloquemos sempre um verde em nossa vida.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Resenha Atleticana - Atlético x Botafogo

Atlético 3 x Botafogo 2, Independência, 19/8/12, domingo, 16-00 hrs. (dezesseis horas) - primeiro tempo marcaram Andrezinho pelo Botafogo, aos 35 mts. (trinta e cinco minutos), e Escudero empatando aos  43 mts (quarenta e três minutos) e, no segundo tempo, aos 8 (oito) minutos, Jô desempatou, aos 35 (trinta e cinco minutos) Andrezinho empatou e, finalmente, Neto Berola, aos 42 mts. (quarenta e dois minutos) desempatou, dando  números definitivos ao clássico.
Dos ditos titulares que não jogaram, Marcos Rocha fez falta. Serginho não o substituiu à altura.  Escudero foi bem, não nos fazendo lembrar de Danilinho e ou  Guilherme.
O Atlético foi mais presente em campo, com uma interligação de defesa, meio de campo e ataque perfeita.
Individualmente, há que se destacar Ronaldinho. Perfeito no domínio de bola, passes milimétricos e taticamente disciplinado, encontrando um lugar no campo para atuar, ou seja, na meia esquerda, de onde distribui o jogo para os atacantes de forma brilhante.
O Atlético vem demonstrando ter um elenco eficiente. Entra e sai jogadores por força de contuisões e cartões e não se percebe queda de rendimento do time e o pagamento está em dia.  Eis aí os requisitos necessários para se chegar na frente de um campeonato longo como o Brasileiro. Esperamos que não nos coloquem obstáculos.
O pênalti no Seedorf existiu, como também houve  no Serginho e Carlos César.
Aguardemos o jogo de uma só torcida contra os azuis. Incompência confessada pela segurança pública. Estádio novo, inaugurado há cerca de 4 (quatro) meses, não poder sediar jogo com duas torcidas.
É MAIS FÁCIL DIZER NÃO. ASSIM, NÃO SE PRECISA PENSAR.

domingo, 19 de agosto de 2012

Conversa Atleticana/

Agosto/19 (dezenove), domigo cinzento, chuva fina, frio como sempre. Horas que antecedem ao jogo Atlético x Botafogo, no Independência.
Expectativas não faltam. O adversário, e não por poucas vezes, cresce nos jogos com o "GALO". É verdade que estamos melhores. Mas, dentro das 4 linhas, tudo pode acontecer. Exemplo do que ocorreu em Goiás, na última quinta-feira.
Jogaremos sem Marcos Rocha e Guilherme (Danilinho), suspensos pelo terceiro cartão. 
Marcos Rocha, que será substituído por Carlos César, fará mais falta. Perderemos um defensor com incursões importantes no ataque. Quanto a Guilherme, em lugar de quem jogará Escudero, jogador argentino que vem entrando bem no decorrer dos jogos pela esquerda e já marcou 3 gols. Hoje, jogará pela direita,  defletindo para a  extrema, tabelando com Carlos César, o que não sei se dará certo.
O momento do campeonato é fundamental. Os que têm competência e mais recursos permanecem nas primeiras colocações - preparo físico e banco. Os fantasmas dos cartões e contusões certamente derrubarão aqueles que têm deficiências no preparo físico e na qualidade técnica dos suplentes.
O Atlético tem se mostrado com preparo suficiente para a disputa de um jogo de 90-00 (noventa) minutos e os suplentes vêm  atuando bem.
Componente importante numa jornada vitoriosa de futebol, como em qualquer jogo, é a sorte e esta, a meu juízo, por enquanto, está a nosso favor (que assim permaneça). A despeito do jogo de Goiás, os demais resultados da rodada nos favoreceram.
Tenhamos fé nos milimétricos passes de Ronaldinho, numa boa tarde para Jô e na precisão e segurança dos zagueiros L.Silva e Réver. 
Aguardemos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Resenha Atleticana

Estádio Independência, em Belo Horizonte, palco das vitórias expressivas do "Galo", embora com o placar mínimo - Coritiba e Vasco da Gama.
O Atlético vem jogando  num eficiente esquema em que dificilmente se perde: defende com 8 (oito) e ataca com 7 (sete) jogadores.
A equipe tem se mostrado muito rápida na passagem da defesa ao ataque. 
Ao readquirir a posse de bola, sempre sete jogadores vão a frente, com destaque para Marcos Rocha que evolui pelo centro, como se meia fosse, deslocando  pela direita Danilinho ou Guilherme.
Na atual fase, falar em Atlético impõe-se uma referência ao extraordinário  Ronaldinho Gaúcho. Que jogador! É mais! Indubitavelmente, um artista! Tem um íntimo relacionamento com a bola. Faz dela  o que bem entende. A precisão de seus passes é inebriante (autor dos passes que originaram os gols do Atlético nas duas últimas partidas). Para sintetizar: afirmo, sem medo de errar, o útimo jogador que passou pelo Atlético  do naipe de Ronaldinho foi Reinaldo.
Os dirigentes atleticanos entenderão o artista, certamente. É um dos deuses do futebol que, de quando em vez, surgem para a felicidde dos aficionados pelo esporte. Merece, deveras, uma tratamento diferenciado.
Esperança de vitória em Goiás e show  "DELE".

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Chegamos ao Absurdo

Flamengo x Atlético, no próximo sábado, não acontecerá como previamente estabelecido pelo regulamento, sob pretexto das más condições do gramado do "Engenhão".
Caso inusitado, porém não é de se admirar em se tratando de futebol do eixo Rio/São Paulo, CBF e Rede Globo de Televisão.
Dificilmente,  time que está  fora do eixo do mal acima referido vencerá o Nacional. Para ganhar será necessária a formação de elenco do talento comparável ao do Real Madrid e ou Barcelona, o que é impossível em razão da nossa realidade econômica. 
Quarta-feira, 1/8/12, por volta de 23:00 horas, entre  taças de espumante, no Antonucci, na Cláudio Manoel, Savassi, falava o Desembargador Baia Borges a este blogueiro: pode estar tudo certinho, mas se tem o direito de dar razão ao Cuca (técnico do Atlético), que achava muito estranho o Botafogo solicitar à CBF o adiamento da partida e o Flamengo agradecer pelo deferimento da súplica.
A juízo deste blogueiro, realmente, nada está muito certinho.
Está estampada a indignidade. Tudo foi previamente arranjado, e muito bem arranjado.
O Flamengo não está sequer pagando as contas telefônicas do clube - telefone pai de santo, só recebe -, imagine os salários dos jogadores! Jogador que não recebe em dia não ganha, máxima quase centenária no meio dos boleiros.
Imagine o time da Gávea, sem preparo físico, inteiramente desorganizado em campo, perdendo no Rio com jogadas magistrais, como tem ocorrido, de Ronaldinho Gaúcho, seu ex-jogador, que não é mais porque não recebia  salários! E somado a isso, a Presidente do clube fazendo turismo em Londres. 
É o caos. 
Está muito claro para este blogueiro. Eis a ideia do grupinho  (CBF, Dirigentes Cariocas e TV Globo): o remédio é parar o "Galo" no peito, temos que resguardar  o Flamengo e manter o medíocre time do  Vasco na disputa. Eles  arranjam tudo: é literalmente a ditadura férrea instalada no futebol brasileiro - manda quem pode e obedece quem tem juízo-. Nada mais.
Não se trata de teoria da conspiração. Infelizmente, é a realidade que se apresenta e nada se pode fazer.
O remédio é construir um campeonato com os times de fora do eixo do mal - série A - e permitir que retorne o Rio-São Paulo nos moldes antigos,  com status de série especial. Irão para a Libertadores e Sulamericana  clubes das duas séries e mantidos o acesso e descenso.
O Brasil é muito grande, tem espaço para duas competições.
Salvemos o futebol brasileiro, cuja dignidade está se esvaindo pelo ralo da falta de caráter dos dirigentes da sua entidade máxima.
Confio no Presidente do Atlético - acima de tudo um apaixonado pelo clube que dirige com extrema competência. Ele fará algo pelo nosso amado "GALO". AGUARDEMOS. 
M.Saramago



GRÊMIO e ATLÉTICO – decisão da Copa Brasil – edição 2016 – arena do Grêmio/POA, hoje, quarta-feira, 7/12/2016, 21,45 hrs.

GRÊMIO e ATLÉTICO – decisão da Copa Brasil – edição 2016 – arena do Grêmio/POA, hoje, quarta-feira, 7/12/2016, 21,45 hrs.


O Atlético despediu-se da torcida no aeroporto com muita festa e lhe foi passada mensagens de  força e otimismo e,  mais uma vez, o grito “eu acredito” se fez ouvir como mantra de vitória épica.
O Presidente, ao chegar em POA com a delegação, disse que “temos time para ganhar”. E não poderia ser de outra maneira para o  presidente.
Será que temos? Tomara  que a boca do ilustre dirigente seja de um anjo.
A derrota em Belo Horizonte foi expressiva, com muitos “RR”, indiscutível, em que nossa equipe mostrou-se desfigurada. Foi acachapante.
Atento à escalação do Grêmio, hoje, verifica-se que o time é muito consistente, bom goleiro, há equilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque. Bons jogadores, entre outros – Marcelo Grohe, Geromel, Maicon, Walace e Luan, -  todos nível de seleção e com idade inferior a 30 (trinta) anos, e ainda o veterano  Douglas que reina livremente na criação das jogadas no meio campo.
E o Atlético? Vitor, M/Rocha – sem ritmo –, Fábio Santos, Robinho – ambos com 32 anos – o que pesa, e muito, e Lucas Pratto.
Não é, portanto, o nosso elenco superior como alardeiam. Ele é o mais caro, indubitavelmente. Não confundamos os conceitos de eficiência e custo.
O desnível técnico entre defesa, meio/campo e ataque deu o tom do futebol atleticano em 2016, o que nos levou a um quarto lugar no Nacional,  distante do que esperávamos. Falou-se muito na qualidade do nosso elenco, o que acabou por fazer toda a torcida, mais uma vez, sonhar com o título. Foi justa a classificação do nosso time, mostrou-se tecnicamente inferior aos três primeiros classificados. Não coloquemos a culpa na comissão técnica dispensada. Faltou talento no meio campo e consistência na defesa.
Tenhamos esperança em quase um milagre e torçamos, como sempre. 


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Atlético x Santos (de camisa azul)

Atlético 2 / Santos 0, arena "Independência", 26/08/12, 21,00 hrs. Gols: Danilinho na primeira etapa e, na segunda,  Réver.
Excelente atuação do alvinegro das gerais. Com menção especial a eficiente  atuação de Marcos Rocha  que defendeu, apoiou e participou do ataque. Sintetizando: foi perfeito e o de melhor atuação da noite.
Os zagueiros jogaram sem falhas, com um sistema de cobertura perfeito. O mesmo se diz do meio campo.
O Atlético jogou sem a referência de Jô na área - suspenso -, fazendo das bem jogadas organizadas por Danilinho, Ronaldinho e Bernard o instrumento para chegar à àrea adversária. E chegou muito bem.
Serginho cumpriu bem o papel de substituto de L.Donizete.
O goleiro ainda não se apresentou com falhas. Tem passado muita segurança ao grupo.
Vitória merecida, a despeito da péssima atuação da arbitragem, na anulação de dois gols lícitos, como comprovado restou pela transmissão da televisão.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Recomeço


Recomeçar escrever não é fácil. Aliás, todo recomeço é difícil.
As vitórias sucessivas do "Galo" fizeram-me voltar a este espaço.
Há cerca de 5 (cinco) meses, postei crônica intitulada "Minha Vida Não Tem Retrovisor" , em que afirmara o meu desisteresse  pelas retumbantes derrrotas, a não ser como lição, e sugeria a contratação de, pelo menos, 4 (quatro) jogadores de qualidade, incluindo aí um goleiro nível de seleção.
Oa 4 (quatro) jogadores  de qualidade vieram - Vitor ( goleiro), Jô, Ronaldinho e Júnio César - e Lenadro Donizete, taticamente de muita utilidade porquanto  eficiente na contenção.
Parabéns à Presidêcia e departamento técnico do clube, que souberam detectar as carências do elenco e contrataram pontualmente.
Somada à eficiência, contou-se com a sorte, pois  surgiu no Atlético  um craque, oriundo das suas categorias de base, Bernard, jogador talentoso, um craque,  defende, apoia e ataca  com eficiência. Nada lhe falta. Está pronto para integrar a seleção brassileira.
Aguardemos as próximas partidas, com a esperança de vitórias, e muitas vitórias, pois o atleticano delas necessita e é merecedor.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Futebol Provinciano

Tenho acompanhado pela imprensa - escrita, falada e televisiva - o desenrolar do futebol mineiro no início de temporada.
A imprensa mineira finalmente  acordou para a nossa realidade futebolística, o que já, de há muito, o presidente do Atlético, ao se indispor com dirigentes da CBF e televisão,  teria previsto: os times mineiros em relação aos cariocas e paulistas viraram agremiações coadjuvantes, como eram Bangu e  América no futebol carioca e Portuguesa Desportos no futebol paulista, na década de 50 do século passado.
O que resta aos mineiros por força da remuneração pela televisão e publicidade é uma ninharia comparado com o que recebem os times de Rio/São Paulo. 
Este blogueiro, durante o ano passado,  teceu comentários sobre a matéria ora focalizada.
Ratifica a nossa assertiva o que foi noticiado hoje: Wesley foi contratado pelo Palmeiras junto ao Werder Bremen. Referido jogador  vinha interessando ao Atlético para formar dupla com André, com quem jogou no Santos. Evidentemente, que a equipe mineira restou vencida na batalha financeira travada com a paulista.
Os atletas de qualidade técnica razoável para boa vão para o eixo Rio/São Paulo. O rebotalho vem para Minas Gerais. Time mineiro vencer no Rio e em São Paulo é "zebra".
Há maneira de enfrentar a asfixia que nos é imposta pelo entidade maior de nosso futebol e a titular exclusiva dos contratos para a transmissão das partidas dos campeonatos brasileiros?
A resposta é positiva. Providências devem ser tomadas que certamente mitigarão as funestas consequências da  odiosa discriminação, são as seguintes:
1 - as três agremiações da capital deverão instituir uma sociedade com finalidade exclusiva para contratar a transmissão dos jogos com a televisão, publicidades e administração dos estádios mineiros, respeitada a hegemonia das duas  maiores - é a união fazendo a força -.
2 - a rivalidade é do torcedor, os dirigentes sempre trabalharão em defesa do futebol local;
3 - impor à federação do Dr. Delegado de Polícia  ajuda às equipes das grandes cidades do interior - Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba e P.Caldas - para formarem equipes competitivas que propiciarão a realização de  um bom campeonato mineiro. Caso contrário, disputá-lo com equipes jovens de categoria inferior;
4 - contratar jogadores sulamericanos - Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai - são bons e se adaptam bem a Belo Horizonte e
4  - prestigiar as categorias de base.
Não se deve permitir que o  futebol mineiro volte a ser  o que era antes do "Mineirão" - fornecedor de bons jogadores para Rio e São Paulo.
O nosso futebol teve uma boa fase da segunda metada da década de 60/s.20 até o primeiro lustro deste século. Após,  caiu vertiginosamente, correndo sério risco de não ter uma equipe na primeira divisão brasileira.
Quanto às recentes contratações feitas pelo Atlético, falaremos depois.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Atlético/ 2012

Este blogueiro retoma suas atividades após recesso de fim de ano.
O Atlético teve um bom início de ano no que respeita à administração, pois foi reeleito Alexandre Kalil, diga-se de passagem por uma larga margem de votos, para o exercício da presidência do clube por mais um triênio.  Certamente aprendeu muito com os erros cometidos na administração passada e há uma presunção, pela frente  obtida do segundo colocado, que terá o apoio quase que unânime  do Conselho Deliberativo para administrar. O que é um fato positivo, pois terá tranquilidade para conduzir o destino da entidade.
Quanto ao futebol, pouco há a comentar.
Espero que o Cuca se mantenha  até o final do "Nacional".
Fala-se na transferêcia de Daniel Carvalho para o Palmeiras em troca de Pierre. A permuta só será vantajosa para o Atlético se contratar um jogador com as  características do que está indo.
Leandro Donizete, um volante, segundo dizem mais um marcador implacável, foi contrato junto ao Coritiba. Haja volante marcador!!!
Quem servirá os jogadores de frente - Guilherme e André - para fazer os gols? Ainda não sei.
Um lembrete - "ganha no futebol quem faz mais gols".
Esperemos.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Vida Sem Retrovisor

Nunca olhei para trás.
Do passado, só me interessam as lições que ele deixou. Nada mais.
Tenho pelo Atlético um sentimento de grande amor. É uma entidade esportiva, quase que exclusivamente dedicada ao futebol, e como tal pode ganhar ou perder - é da essência do jogo. Assim, as derrotas de 2011 não me importam, somente as lições que elas deixaram.
Após o jogo de domingo passado, conversas surgiram, e muitas, que a minha inteligência não permite aqui comentá-las. Primeiro, por saber o que é o sentimento de paixão por um time de futebol e, segundo, por conhecer bem o nosso atual e futuro presidente: o seu caráter, o seu amor pelo Atlético, a extraordinária qualidade de ser humano que é, sua extrema sensibilidade e, finalmente, o que ele representa para os seus filhos. Os comentários que estão nos sites de relacionamento são de pessoas de  pensamento subalterno  que, deliberadamente, querem prejudicar o nosso clube. Assunto encerrado.
O que precisa o Atlético para 2012?
1 – De um título de expressão;
2 – De elenco vencedor;
3 – Da contratação de três ou quatro jogadores para dar consistência ao grupo remanescente de 2011 e
4 – De prestigiar, ao máximo, os jogadores da base.
Merece menção especial a necessidade que o Atlético tem, além dos jogadores referidos, de um goleiro experiente, nível de seleção. E por que faço tal afirmação? Porque, em 2011, perdemos jogos, e não foram poucos, por falhas exclusivas de goleiro. Essa é uma das lições expressivas da última temporada.
A imprensa publicou uma lista de sete jogadores cujos contratos estão vencendo. Dos sete, dispensaria cinco. E há muito mais a ser dispensado.
Quanto a Diego Tardelli, não o traria. Não joga há um ano. E a readaptação no futebol sul-americano para os que vêm da Rússia e adjacências é difícil. É uma afirmação calcada sobre fatos que vêm ocorrendo no futebol brasileiro.
Pensemos no futuro com a esperança de uma grande vitória.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Resenha - Atlético x Botafogo

Atlético 4 x Botafogo 0, arena do “Jacaré”, Sete Lagoas, 27 de novembro, domingo, 17,00 horas, um gol de Daniel Carvalho, dois de André e um de Leonardo Silva.
Nada mais incoerente e sem palavra do que o torcedor de futebol. Basta o seu time ganhar para uma mudança de propósito. Estava determinado em falar sobre futebol neste blog, somente após 15 de dezembro, já no segundo mandato do Presidente Alexandre Kalil. Acontece, todavia, que, após o jogo de ontem, não se há como deixar de comentar a vitória maiúscula do “GALO”.
O Cuca deu padrão ao time. O preparo físico da equipe está perfeito. Existe, o que não existia antes, com o que os jogadores passaram a render no limite do seu talento. E, finalmente, chegaram três jogadores – Triguinho, Pierre e Carlos César. Dos três, o que mais vem se destacando é o Pierre.
Nunca fui muito de atribuir a técnico o sucesso de uma equipe. Há outros fatores mais importantes, como a qualidade técnica do jogador - que é o primeiro -, o preparo físico, o preparo psicológico, a estrutura do clube, a pontualidade nos pagamentos e, após, então, cogita-se do técnico.
No Atlético, a preparação física, que não existia, e o Cuca fizeram a diferença, porque o resto já havia.
As mudanças levadas a efeito pelo técnico e que deram resultado são evidentes, tais como:
1 - a dupla de área passou a jogar o que sabe, Réver, então, está sobrando. Ontem, desconheceu Loco Abreu. A melhoria do rendimento da zaga está vinculada à entrada de Pierre na sua proteção, o que faz com maestria;
2 - encontrou o lugar do Richarlyson no time – lateral esquerda –, onde vem sendo eficientíssimo como ala;
3 - Neto Berola passou a jogar pela direita, como um ponta, onde vem sendo brilhante. Ontem, participou diretamente dos dois primeiros gols. Deve se submeter a um tratamento rigoroso para suportar os dois tempos;
4 - Bernard na armação pela esquerda, também brilhante, jogando mais como um ponta esquerda;
5 - estabeleceu a titularidade de André como centroavante;
6 - Serginho é o coringa, ora na lateral direita, ora como volante;
7 - Daniel Carvalho, o cérebro da equipe, passou a jogar bem;
8 - o goleiro, especificamente ontem, jogou bem;
9 - Fillipe Soutto o mais regular da equipe;
10 - Triguinho e Carlos César quando entram não comprometem.
Vê-se que o técnico teve participação na evidente melhora de produção da equipe. Vieram três discretos jogadores, nas reservas dos respectivos times, e estão demonstrando eficiência, principalmente Pierre.
O elenco é o mesmo do primeiro turno com o acréscimo dos jogadores já referidos e, não obstante, no segundo turno, o time fez uma campanha para se classificar para a Libertadores.
A direção técnica anterior estava, deveras, atrapalhando. É uma constatação fática, nada mais.
Esperemos por uma vitória domingo. Precisamos fechar bem o ano. Vamos torcer.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Juiz, um ser solitário

Ontem, dia cinza e triste, como tem sido uma constante aqui no Alphaville, resolvi conversar comigo escrevendo este texto, já que não havia ninguém para um diálogo próprio das manhãs de domingo - o jogo de futebol da tarde. Já se antevia o resultado do jogo no Pacaembu. Mas não quero falar em futebol, até a eleição do Presidente Kalil, no próximo mês.
Na década de 90, século passado, quando o Atlético disputou uma semifinal com a Lusa, no Morumbi, fretamos um taxi nas proximidades do fórum, no Barro Preto, este blogueiro e o Alvimar de Ávila, para nos conduzir ao aeroporto da Pampulha, pois pegaríamos o avião das 18,30 rumo a São Paulo, para assistirmos ao jogo.
O motorista, de inopino, disse: - Nesse prédio há um bando de ladrões que roubam da gente. Perguntei: - Quais? Respondeu-me: - Os homens que usam capa preta. Naquela época, havia poucas juízas.
E continuou o taxista no seu desabafo: - Outro dia, um dos caras de capa preta me fez pagar um absurdo à minha ex-mulher, quase a metade dos meus ganhos, pessoa que não quis viver comigo, um assalto. Perguntou-lhe o Alvimar: - E quantos filhos tem com a sua ex-mulher? - Tenho três.  Perguntei-lhe: - E com qual idade? Seis, três e um ano. Perguntou-lhe novamente Alvimar: - E por que se separaram? Eis a resposta: - O amor não é eterno, surgiu um novo amor, uma passageira, o senhor entende? E deu um sorriso. Entendemos tudo e nada mais falamos.
Fomos para o aeroporto com a ilusão de trazer uma vitória. Como estávamos enganados!!!! Rodrigo Fabri não deixou, Lusa 1x0.
Tempos depois, assentado na cadeira do meu antigo barbeiro, meu xará, salão localizado no prédio do hotel “Palace”, na rua Carijós, e, na cadeira ao lado, um freguês do Rubens, este meu amigo, disse: - Todo juiz é ladrão, f.. da p..a. Houve um mal estar no salão, pois os barbeiros sabiam que eu era magistrado. Manoel chegou a me perguntar se queria que dissesse algo. Eu lhe respondi: - Não fale porque estou correndo o risco de apanhar, e muito. A situação era a mesma do motorista: o cliente do Rubens tinha sido condenado a pagar pensão à mulher e filhos.
E assim vem sendo, sempre.
Outro dia, frequentando os bastidores do Atlético - porque me permitiram a frequência, caso contrário lá não estaria - clube do meu coração, onde é possível que tenha amigos, imotivadamente, fui objeto de galhofa somente por ser magistrado. É o estigma da função, infelizmente. E, em outro momento, em lugar público, porque tenho este mísero blog, fizeram-me de um “Mané Qualquer”. Aqui não saberia explicar a motivação do bullying.
Sou magistrado por vocação. Antes passei pela Advocacia, Procuradoria Autárquica e Ministério Público, sempre com um procedimento funcional sem mácula e tudo por força de concurso público. Exerci o magistério por mais de vinte anos, também por força de concurso.
Vivo, exclusivamente, dentro dos padrões financeiros que o meu subsídio permite. Exerço a jurisdição eventualmente com erros, é claro; bem intencionado, sempre; com celeridade, no que me é permitido ser célere; tratando com urbanidade as partes, advogados e serventuários. Sintetizando, venho cumprindo o meu dever. Não sou contra o CNJ. Sou contra a incontinência de linguagem.
Nunca soube vender conversa e falar o que o meu interlocutor quer ouvir, ainda mais se este ocupa função de chefia.
Finalmente, no último sábado, no Globo News Painel sob o comando do William Waak, tevê fechada, canal 40, em que se discutia sobre a corrupção da sociedade brasileira – participaram como convidados Cláudio Abramo, diretor da “Transparência Brasil”, Jaime Pinsky, historiador e professor da Unicamp, e Cláudio Couto, cientista político e professor da F.G.Vargas.
Programa muito bem conduzido por William Waak, como sempre, uma discussão muito inteligente, excelente para se ver e ouvir, com Cláudio Couto entre outras, fazendo críticas ao Judiciário.
Cláudio Abramo foi o ponto negativo: ele não fez críticas ao judiciário. Foi além: demonstrou um sentimento de ódio aos juízes e ao sistema como um todo, o que me impressionou, e muito. Pareceu-me algo pessoal, com o que já estou acostumado. Fisicamente, tem uma aparência com o taxista do Barro Preto que levou este blogueiro e o Alvimar ao aeroporto.
O que fazer? Já no ocaso da vida, ser obrigado a esconder o que faço honestamente para não sofrer discriminação e talvez ser impossibilitado de freqüentar o clube do coração, não é fácil!! Não me resta outra alternativa: conversar comigo, escrevendo neste espaço. Nada mais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Atlético x Grêmio

Atlético 2 x Grêmio 0, 5 de novembro, sábado, 19,00 horas, "Arena do Jacaré".
Jogo de muita marcação pessoal - principalmente Rochemback em Daniel Carvalho e Pierre em Douglas. Quanto a Daniel Carvalho, a marcação não surtiu o efeito esperado por Roth, porque o talento foi mais forte que a marcação exercida pelo volante tricolor. Quanto a Douglas, não teve a eficiência demonstrada em outros jogos.
As defesas se sobrepuseram aos ataques, tanto que os gols nasceram de jogadas tramadas fora da área. O primeiro teve origem num chute forte de Fillipe Soutto que o goleiro soltou e André, aproveitando  o rebote, em lance típico de jogador de área, assinalou. O segundo foi um chute indefensável de Marquinhos Cambalhota, já na segunda etapa.
O Grêmio voltou para o segundo tempo com todo tipo que empataria o jogo. Avançou a marcação e exerceu uma verdadeira blitz na defesa atleticana, proporcionando boas defesas do goleiro Renan Ribeiro, cerca de  três delas milagrosas.
O ponto atleticano de maior fragilidade foi Neto Berola que não fez uma boa partida, acabando por ser expulso no segundo tempo.
A defesa se houve bem; o meio de campo, embora muito marcado, foi um setor positivo, como também o ataque - exceto Berola, como já assinalado. André vem melhorando. Precisa de jogar.
O brilho maior ficou por conta do técnico do Atlético, Cuca, que fez as substituições corretas - substituiu Carlos César por Serginho, descansado, que cobriu todo o setor direito atleticano desfalcado pela expulsão de Berola; colocou Richarlysson no lugar de André para dar maior consistência ao meio de campo, pois Daniel Carvalho já se mostrava desgastado; finalmente, no lugar deste, fez entrar Marquinhos Cambalhota. Exceto Serginho que custou a entrar no jogo e permitiu que o Grêmio jogasse com facilidade por aquele setor, os demais jogadores substitutos tiveram boa atuação.
No intervalo do jogo de sábado, o presidente Alexandre Kalil estava debruçado sobre o parapeito da galeria das cabines de imprensa da arena, em silêncio, sozinho, prestando reverência aos deuses do futebol. Passei e disse: ganharemos hoje e a vitória nas eleições é certa. 
O elenco atual do Atlético é quase igual ao de abril. Foram embora os que não deveriam ter vindo - Toró, Patrick e Guilherme Santos. Vieram, por solicitação do atual técnico, Carlos César, Pierre e Triguinho, que não são craques mas têm demonstrado eficiência.
E o Dorival Júnior com seus preparadores físicos? Época de lágrimas e ranger de dentes, o time corria meio tempo imitando jogar futebol e se arrastava em campo no restante. Que coisa, hein!!!!!!!
Esperanças não nos podem faltar. Faremos bom jogo no próximo sábado.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Resenha - Atlético x Palmeiras

Atlético 2 x Palmeiras 1, "Arena do Jacaré", 30/10/11, domingo, 18,00 hrs.
O Atlético fez um jogo de classificado, pelo menos, para a "sul-americana". O meu querido GALO está, deveras, surpreendendo na reta final.
Embora o futebol seja cercado por circunstâncias que a ponderação não atinge, há que se fazer justiça: a melhora da atuação do elenco do Atlético deve-se à comissão técnica. Pagamento em dia e organização de clube a administração Alexandre Kalil já vem dando desde que assumiu. Mas quem deu feição de time de futebol competitivo à equipe foi o Cuca e os demais componentes do comando da preparação física.
Na primeira etapa, viu-se o Atlético dominando o adversário, com visível superioridade técnica,  embora tenha sofrido um perigo real de gol, que proporcionou grande defesa a Renan Ribeiro, que voltou a jogar bem. Fizemos o gol, num passe milimétrico de Bernard para Neto Berola, que arremessou junto à trave esquerda que Deola não defendeu,  por volta de trinta e cinco minutos.
O Atlético iniciou a partida num 4x3x3, ou seja, laterais e zagueiros, Carlos César, L.Silva, Réver e Triguinho; na frente da zaga, Pierre, exercendo uma marcação forte em Valdívia; como segundo volante, o Fillipe Soutto; na distribuição das jogadas, Daniel Carvalho, o cerébro da equipe; na frente, como pontas, Neto Berola e Bernard; no centro, André, que vem subindo de produção e precisa de mais jogo. Bernard voltando sempre para ajudar o meio campo, fazendo uso imoderado da sua juventude e vontade. 
Por contusão, substituiu-se Carlos César, entrando em seu lugar Serginho.
Na segunda etapa, o jogo corria com as mesmas características da primeira, com o Atlético dominando  a fraca equipe do Palmeiras, que está jogando com a camisa e pela falação do seu técnico. Os visitantes chegaram a agredir o GALO, mas aos quinze minutos tomaram uma pintura de gol, produto de excepcional jogada de André e Fillipe Soutto, que arremessou da entrada da área sem chance para Deola.
Logo após, houve as justas expulsões de Maurício Ramos e Valdívia. Se com onze estava difícil com nove tornava-se impossível a reação do time paulista.
E o pior é que a reação houve. Não como estão alardeando as imprensas do eixo Rio/São Paulo. O Palmeiras fez um gol resultante de falha de L.Silva que estava dando combate a Maikon Leite, na ponta esquerda do ataque palmeirense, não se sabia onde estava o jogador da posição, Serginho. A bola foi bem centrada e aproveitada por Luan, aos quarenta minutos. Após o gol, mais ou menos por três minutos, o Palmeiras pressionou, ocorrendo vários escanteios a seu favor, e houve uma oportunidade de gol afastada por Réver. Nada mais. No resto, o Atlético voltou a dominar, com Bernard perdendo um gol bem no fim da partida.
Houve duas substituições: entrou Richarlysson no lugar de Berola e  saiu Daniel Carvalho para a entrada de Magno Alves. Os substitutos não comprometeram.
O que vimos ontem, além de um futebol de muita vontade, foi um time bem preparado fisicamente, o que não vinha ocorrendo antes. Vimos ainda um técnico não inventar para escalar um time: o beque defende, meio de campo joga na intermediária e atacante no ataque. Ótimo!!
Não poderia deixar de fazer referência à eleição para a presidência do Atlético que deverá ocorrer brevemente.
O bom senso e o espírito atleticano nos impõem um apoio irrestrito ao nome de Alexandre Kalil. A mudança pretendida não é salutar para o Atlético nos próximos anos. Não podemos permitir que pessoas que nada entendem de administração de um clube de alta complexidade como é o Atlético, assumam a sua administração. Tenhamos senso de responsabilidade: é o que precisa o conselheiro atleticano na hora de votar. Representamos milhares de pessoas que a razão primeira da vida é o GALO. Falaremos mais a respeito.
Aguardemos o Grêmio, agora na esperança da "sul-americana".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fluminense 0 x Atlético 2

Estádio do "Engenhão", 24 de outubro, 18,30 horas, Atlético venceu por 2 x 0, gols de Daniel Carvalho e André, em passe de Daniel Carvalho. Marcador construído na primeira etapa. 
Vi o Atlético jogando defensivamente, como convém a um time que pretende sair da zona de rebaixamento, sem grandes recursos para atacar.
Uma vez mais, e como sempre, prevaleceu o talento de Daniel Carvalho, perfeito no exercício da função de "camisa 10". Pena que os centroavantes não sejam tão eficientes como precisariam ser para aproveitarem as jogadas iniciadas pelo excelente jogador. Seria necessário que André, Guilherme e ou Magno Alves jogassem mais.
Há poucos dias, após o empate com o Ceará, cheguei a escrever dando o Atlético quase como rebaixado. Mas o futebol é um jogo, seus resultados  dependem muitas vezes da fatalidade e, neste momento do campeonato, os ventos estão soprando a nosso favor.
Façamos justiça ao Cuca que armou a defesa, colocando um volante na frente dos beques - Pierre - e dois lateriais com eficiência, sem serem craques - Carlos César e Triguinho.
Gostaria que se conseguisse  manter um time até o fim, com as substituições necessárias durante as partidas.
Não entendo Neto Berola. Um jogador jovem, pouco mais de vinte anos de idade, que definitivamente não joga mais de um tempo. Escalá-lo no início da partida é ter menos uma substituição.
Acho que o Cuca está certo. Tem ele consciência da fragilidade técnica de seu time e arma um esquema defensivo: quatro beques, três volantes, um deles bem recuado - o Pierre -, na armação conta com a genialidade do Daniel Carvalho e, na frente, Bernard, titular absoluto,  André, Magno Alves e ou Guilherme. Eu prefiro o André.
Estamos fora da zona da degola. O nosso próximo jogo é com o Palmeiras, em casa. Temos todas as chances de vitória, pois o adversário está passando por má fase.
Esperanças não nos podem faltar. Aguardemos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Vasco x Atlético

Vasco 2 x Atlético 0.
Sobre o jogo, derrota humilhante, não se há o que comentar. Massacre do Vasco, embora discreto o marcador.
Jogaram dois candidatos: o Vasco ao título e o Atlético ao rebaixamento.
O elenco do Atlético é fraquíssimo. Há jogadores componentes do grupo que, pela tradição do clube, não poderiam dele fazer parte - Jônatas Obina ( este, coitado, nem nome tem), Serginho, Neto Berola (jogador meio tempo e também precisa de outro nome)
E o Didira - nome de jogador de várzea, lá de Barra do Cuieté, Vale do Rio Doce. Poderá vir a ser um bom jogador, mas com outro nome. O Atlético não merece um "Didira".
Esperanças não podem faltar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Recomeçar

Meados de outubro/2011, segunda-feira cinzenta, triste, como o sentimento de todo atleticano, e aí incluo   o do presidente, evidentemente. Desse último, a pior de todas as tristezas: o sentimento que poderia fazer algo melhor. Tenho certeza: ele quis fazer o melhor e não deu certo porque previsões e também projetos, no futebol, são aleatórios, pertencem ao imponderável, e este não permitiu o sucesso do nosso GALO. Nada mais.
Navegando pela internet, encontrei um provérbio indiano que me fora enviado por um amigo:

"Quando falares, cuide para que suas palavras sejam melhores que o silêncio."

Neste momento, para o atleticano há algo melhor que o silêncio? E para os dirigentes há algo melhor que o silêncio cercado por muita reflexão?
Para os componentes da grande nação atleticana, há uma frase que é sempre cercada de pertinência em qualquer momento da vida: "Sempre é hora de recomeçar e não perder a esperança nunca".
Para os dirigentes, há um frase que também colhi na caixa de email, cuja aplicação é de extrema utilidade neste momento, a meu juízo, melhor que o silêncio também, cujo teor é o seguinte: "Lamentar o passado é correr atrás do vento". Aí acrescento eu: não desdenhe o insucesso, faça dele um aprendizado.
Há incoerência quando fiz referência à imponderabilidade e, ao mesmo tempo, o de fazer do insucesso uma escola? Não, não há. O saber estruturado sobre a experiência é mais sedimentado e enfraquece a imponderabilidade, retirando-lhe grande parte dos efeitos deletérios que possa causar.
Recomecemos. Tenhamos esperança.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Reflexão Atleticana

Após o jogo de domingo, 2/10/11, contra o Ceará, na "Arena do Jacaré", o "Galo" passou a ser objeto de minhas reflexões, já que almejar  melhor posição no atual campeonato parece-me  algo difícil em razão da sua performance ao longo do certame.
Fala-se que o Atlético é um dos grandes clubes do Brasil - uma grande torcida, um centro de treinamento de excelência e grande vendedor de pay-per-view . Tais circunstâncias seriam suficientes para qualificá-lo como grande clube? Evidentemente, não. Um grande clube não pode prescindir de um constante time competitivo e de títulos. Fora daí, não passa de uma agremiação respeitável, nada mais.
O Santa Cruz de Recife, na quarta divisão, é uma das maiores médias de público da temporada. E daí!! Com este requisito somente não pode ser classificado como grande clube. Pode ser  um fenômeno sociológico,  e como tal deve ser estudado, mas jamais um dos grandes do futebol brasileiro.
No Brasil, modelo de grande, a meu juízo,  é o São Paulo,  o Internacional e colocaria neste grupo o Grêmio - têm estádio próprio, centro de treinamentos de excelência, grandes torcidas, times com bom nível técnico e vencedores.  Há outros com grandes torcidas e ganhadores de títulos como o Flamengo e o Corinthians que precisam de uma melhor organização, mas que pela força das suas imensas torcidas têm as maiores cotas da televisão, formam boas equipes e conseguem  bons resultados nos campeonatos que disputam.
Como, atualmente, classificar o nosso Atlético no contexto do futebol brasileiro?
Pelo o que tem feito a  partir  do campeonato por pontos corridos -2003 -  é um clube mediano, do tamanho talvez do Coritiba, ou até pior. O máximo que conseguiu foi disputar sul-americana.
Por que não ser igual aos clubes de Porto Alegre?
Não é possível.
A resposta tem muito a ver com a posição geográfica privilegiada do Rio Grande do Sul em se tratando de futebol. Não sofrem a influência de outros estados como as equipes mineiras. O Atlético, por exemplo, tem grande torcida na grande Belo Horizonte e no seu entorno. Saindo desse espaço, há uma influência enorme dos clubes do Rio/São Paulo, o que enfraquece o nosso futebol sobremaneira. E, nesse aspecto, relevante é a incidência da imprensa mineira dentro do território do estado que é mínima, sem  divulgação  alguma do nosso futebol, dando espaço para que a de outros estados divulguem seus clubes. Tal realidade é facilmente constatável no "Alphaville Lagoa dos Ingleses",  Nova Lima, onde  não chegam os programas esportivos das emissoras  mineiras, como os da Alterosa e a rádio Itatiaia não é das melhores, exceto os da "Globo".
Quanto aos jornais da capital, há cidades que não os recebem. Lêem o "Globo" e a "Folha de São Paulo"
O ano de 2011 pode ser considerado uma exceção porque não tivemos estádios em B.Horizonte. Estupidamente, permitiram que se fizessem obras nos da capital para o mundial. Quem pagará o prejuízo? Mas, tal fato, não invalida a apreciação feita  supra.
O Presidente Kalil que administrará o Atlético por mais 3 (três) anos, deveria nomear uma comissão constituída por  quem entende de futebol, sem interesse de qualquer ordem, e este blogueiro ora lhe oferece para dela fazer parte, para repensar o futebol  atleticano, oferecendo sugestões  para a sua próxima gestão, sem ônus  para o clube.